Lion – Uma Jornada para
Casa
Filmes com crianças têm tudo para dar certo e ao mesmo tudo
para dar errado. Quando a criança é bem escolhida ela só faz o filme brilhar.
Quando erram o filme afunda. O trabalho com criança é complicado pois elas não
possuem a técnica. Geralmente se trabalha com a espontaneidade e com o carisma.
Um bom exemplo recente foi o “O Quarto de Jack” onde vemos como o garoto Jacob
Tremblay consegue uma atuação marcante num drama tão sensível. E aqui temos o
fofo, inquieto e vulnerável Sunny Pawar. Um garoto que rouba o filme para si.
Divido em duas partes o filme mostra Saroo (Pawar) se
perdendo do irmão mais velho e por acidente indo parar em Calcutá. Lá, na rua,
com ajuda da própria sorte fica cerca de dois meses e acaba num orfanato e é
adotado por uma família australiana. A segunda parte é quando Saroo já está
crescido e começa sua busca para reencontrar a família que perdeu quando
criança. Dev Patel faz o garoto já crescido. E como esse ator “cresceu” em sua
carreira desde “Quem Quer Ser um Milionário?” (2008). Tanto cresceu que ganhou
uma merecida indicação ao Oscar desse ano. Porém achei estranho ser de
coadjuvante sendo que ele é o protagonista da história. Enfim, jogos de
marketing dos produtores.
A história é um dramalhão daqueles que em algum momento você
sabe que vai se esgoelar de chorar. No meu caso foi no final, que não vou
revelar. Apesar de ser um pouco evidente, ou não. Também temos uma Nicole
Kidman, indicada ao Oscar de atriz coadjuvante, que faz a mãe adotiva de Saroo,
uma mãe compreensiva e consciente plena de sua adoção, uma luz de sanidade e
sabedoria. Consta no elenco uma desnecessária namorada de Saroo interpretada
pela sempre magérrima, e isso não é elogio, é um espanto, Rooney Mara que
desenvolve bem sua personagem e só.
Baseado em uma história real com a direção competente do
novato Garth Davis o filme além das já citadas indicações conta também melhor
roteiro adaptado, trilha sonora e fotografia. Esta é de tirar o fôlego mesmo
mostrando lugares não tão bonitos da Índia. Um filme que vale cada minuto
assistido em época de cinema caro. Porém, já aviso não é para os “fracos”.
Um “PS”: O texto foi
escrito antes do Oscar e acabou não ganhando nenhum prêmio. Porém não desmerece
a beleza do filme. Repito o que escrevi, vale cada minuto em tempos de cinema
caro.
2026 - Não lembro nada desse filme. Acho que não foi tão marcante assim.
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