quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Elize: Sombras de uma Mulher





Eu falo e reafirmo, não tem sentido uma personagem que sua característica está ligada a uma região ter um sotaque de alguém do Leblon. O audivisual  do eixo Rio-São Paulo precisa se organizar para o profissinal da atuação fazer um trabalho de pesquisa de sotaques melhor ou devem contratar um profissional do lugar retratado. Eu amo os sotaques diversificados do Brasil. E, outro problema do audiovisual, essa diversidade não é mostrada quando há a possibilidade. Eu fico pistola que um paranaense, ou alagoano ou um araxaense, um capixaba com sotaque de Dona Helena do Manoel Carlos. Tenham cuidado  e o respeito devido com isso em 2026. As produções correndo o mundo e não mostrando o jeito de nosso povo falar?. "Mas povo de fora não vai saber." O problema é que nós sabemos e eu vou apontar issso só pelo desrespeito que é. 

Dito isso, temos um filme bem aos moldes das produções hollywoodianas pasteurizada pelo streaming. E não estou falando isso como demérito. É que recentemente tivemos a série da Prime Video que já abordou essa personagem de forma ampla e genérica em uma situação mais ligada ao tempo de prisão dela do que o crime em si. Tem resenha aqui https://assuntocronicoviniciusmotta.blogspot.com/2025/11/tremembe-entre-crimes-e-celebridades.html

Nesse filme a bordagem tenta destrinchar a mente dos dois envolvidos diretamente, vítima e assassina, e tembém de algumas figuras importantes que ajudavam a colocar uma camada de pressão na situação toda. No caso as famílias dos dois. Isso é um ponto bem acertado. E aqui eu tento manter um pouco de respeito, não só pelo falecido, mas principalmente pela família que, além da Elize verdadeira, se encontram vivos ainda tocando suas vidinhas de milhonários do ramo alimentício e a Elize, no Uber, dizem. 

Ao mesmo tempo, a personalidade do Marcos (Henrique Kimura) é essencial para entender o que motivou Elize a fazer o que fez do jeito que fez. E, pelo pouco que se percebe, o príncipe dos produtos alimentícios, que tá com amendoim com preço exorbitante, tinha um padrão de comportamento bem delineado, que existia antes com a esposa anterior dele e estava se esboçando ao redor da vida perfeita que Elize achou que conseguira. Lorena Comparato, que é irmã de Bianca Comparato que interpretou a Caroline Jatobá na série, e parecem ter o DNA do crime em suas veias, ou pelo menos na interpretação. Não quero dizer que ela está melhor que a Carol Garcia em Tremembé, comparações são inevitáveis. Bianca teve tempo de apurar sua personagem mais que a Carol, tempo de tela, trablho de roteiro tudo o mais. 

Então vemos uma obra mais complexa nesse filme. Meandros e arestas desenvolvidas e aparadas, lugares cênicos melhor trabalhados. Uma super produção digna do que a Netflix tem buscado. E sabemos que é uma história muito conhecida do grande público. A comoção nacional foi tremenda. Eu duvido muito que algum brasileiro nunca ouviu falar de Elize. Os homens tem pavor que esse mito se fixe no imaginário das brasileiras. E as brasileiras só sorriem de lado com uma certeza... Qual? Não sei, eu sou homem acho que cabe às mulheres em seu universo de verdades secretas discorrerem sobre isso. E para longe de julgamento de certo ou errado, Elize está em liberdade condicional desde maio de 2022 e passou 10 anos presa. Eu trabalhei no sistema prisional como professor, em Santana, e as presas diziam constantemente que saindo dali a dívida estava paga. Então é isso. 

Assistam, se você for dos poucos que não sabe quem é essa Diva do trinchamento esse filme vai te ajudar a entender parte por parte do todo. E quem já conhece a história dela, destrinche e empacote a nova abordagem. Sugiro uma taça de vinho para acompanhar.  


PS: Perdão a demora em postar algo. Não tive tempo de assistir nada nos úlitmos dias  e como esse não é o meu ganha pão, faço por "amor" ao ofício ando meio ocupado com outros afazeres. Mas deixo abaixo meus outros projetos. Ajuda muito entrar lá, curtir, comentar. E realmente ando pensando em parar com esse Blog, não tem me proporcionado nenhum retorno. E estou com ele desde 2012. Nem monetizar eu cosigo pois o AdSense diz que não estou dentro das diretrizes. Mesmo lendo de cabo a rabo e percebendo que estou seguindo tudo o que pedem. Essas BigTechs adoram que produzamos coisas para alimentar os feeds deles, retorno tá difícil. Enfim.

Obrigado por prestigiar o blog. Deixem comentários, sejam quais forem, e, quem sabe, sugestões e convites para parcerias. Ficaria muito feliz, agora que ando estudando sobre roteirização. 

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Snoopy Apresenta - Não Há Nada Como a Nossa Casa, Snoopy





A Apple TV nos presenteou com meia hora de nostalgia alinhada às minhas  memórias afetivas. Eu amo o Snoopy, uma de minhas lembranças mais antigas de algo sendo comprado para mim foi justamente um livreto com desenhos de vários personagens do universo dele. Havia umas bolinhas no meio dos traços para fazer uma aquarela. Um pincel de plástico vinha junto para passar na água e ativar a aquarela no desenho. Eu odiei, pois eu queria algo bem colorido, e a aquarela era tão diluida que ficava uma lembrança de cor no papel. Isso foi em um passeio que fiz para outra cidade com minha mãe quanto eu tinha uns quatro ou cinco anos. Ao chegar em casa, peguei meus lápis de cor e soquei pigmentação naquela bosta pálida. 

A grande santíssima trindade de minha primeira infância era constituida pelo já citado Snoopy, Garfield e Turma da Mônica.  Eu tive os mais diversos produtos dessas três franquias e, se boberar, eu ainda compro algo deles. Eu até hoje leio o que aparece de tirinhas ou mesmo histórias completas. E os desenhos que lançam assisto como e quando posso. Só o filme do Garfield que não gostei tanto. E quando lia jornais físicos, na parte de cultura, eu adorava as tirinhas. E eu me lembro, com carinho e dor ainda hoje, por ocasião do falecimento do Charles M. Schulz, a homenagem do Jim Davis em suas tirinhas, era o Garfield diante da casinha vermelha vazia dando um suspiro. Foi de encher os olhos de lágrimas. 

E é interessante que em Não Há Nada Como a Nossa Casa, Snoopy a casinha vermelha é retomada como simbolo da própria alegria de Snoopy. Sally, irmã de Charlie Brown, decide fazer aquelas vendas de quintal que estadunidense adora e no meio da confusão a casinha é vendida. E, para consolar o seu bichinho de estimação angustiado e triste pelo sumiço de seu aconchego, Charlie vai comprar uma casinha nova. E lógico que não acham uma adequada aos gostos e necessidades do caprichoso cachorrinho que tanto amamos e resolvem procurar a casa original. E descobrem o óbivio, a casa física é uma coisa e o que importa é a pessoa que carrega todas as boas lembranças dentro de si. 

Parece até uma propaganda do governo de lá, já que as coisas estão piorando a ponto de muita gente não ter certeza, ou persperctiva nenhuma, da segurança de um teto sobre a cabeça e até mesmo um prato diário de comida quente em mãos nos próximos anos. O que é bem assustador para o país das oportunidades. Faça a América grande de novo! Olha, estão fazendo. 

Não que aqui esteja as mil maravilhas, mas somos um país diferente, graças a Deus, que por sinal, dizem ser brasileiro. Eu até defenderia a tese do Snoopy ser um cãozinho brasileiro, contudo, se for analizar ele foi o coadjuvante que brilhou mais que o personagem principal. Quem era o "dono" das historinhas era o Charlie Brown e ele realmente não tem como ser brasileiro. Ele é o símbolo da inadequação infantil. Por mais que simpatizasse com ele, eu não me identificava com seu jeito. Só com o fato dele ser uma criança como eu que gostava de cachorro. Dava um pouco de pena dele.  Por mais que vendam esse modelo aos brasileiros ainda não descolamos da imagem do garoto/garota serelepe. Talvez só em centros urbanos maiores as crianças sofram um pouco por viverem em apartamentos e ter pouca ou nenhuma rua segura para brincar. 

Eu gostei que o desenho tem uma textura que deixa mais agradável visualizar a imagem. Não é uma cor chapada. Há um esmero em atingir a sensação do clássico de 1965, O Natal de Charlie Brown. E isso faz muita diferença. É uma história redondinha que não foge da essência dos personagens. E isso, reproduzir algo sem o seu criador por perto, é o que esperamos, por nossas memórias afetivas e pelo respeito por sua obra que tanto amamos. 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Leviticus



Eu odeio filmes de terror. Dito isso, eu odeio hipocrisia religiosa cristã. Dito isso, que conveniente que no Brasil, assolapado por um horda de pessoas com Bíblias na mão e com cadeiras cativas por votos questionáveis no congresso e grupos religiosos despejando seu jorro fétido de ódio gratuito à minorias, principalmente os LGBTQIAPN+, não tenha conseguido distribuição para passar nos cinemas. 

Quem tem amigo tem poder de quebrar barreiras de dificuldades, o que é basicamente a mensagem do filme. Eu tenho uns amigos pelo mundo e obviamente eles me contaram como a história é. Então, translitero o que me disseram a respeito. Afinal, NÃO TEM COMO ASSISTIR NO BRASIL, dito isso, todo mundo vai dar seu jeito. Bem sabemos. 

Dito isso tudo acima, segundo meus amigos que moram por aí, o filme é M-A-R-A-V-I-L-H-O-SO! Correndo riscos de entregar um ou outro spoilers, vou realmente tentar não fazer, vemos um jovem que está descobrindo o que é o amor com um colega da escola. Se fosse um casal heterossexual o filme iria para outra seara. Contudo, magistralmente, o diretor Adrian Chiarella transforma tudo o que se sucede em um terror tenso e, contrariando o estilo, otimista. Não estou defendendo finais felizes em Terror, defento finais coerentes com o restante que foi passado. Depois que o Brian De Palma fez aquele final demoníaco em Carrie de 1976 todo mundo soca um fim trágico em tudo. Tem morte em fim de filme que não faz sentido.  O filme ser de roteirista e diretor australiano ajudou muito no desenrolar do que acontece no filme. A Austrália ser do Hemisferio Sul só trás luz solar às produções. 

Foi simplificado por aqui que o filme seria sobre uma cura gay. Como disse acima, vemos dois jovens Naim (Joe Bird)  e Ryan (Stacy Clausen) começando os trelelês gostosos da juventude pouco depois de uma cena estranha de uma garota ser pega por alguém e aparentemente morta em um banheiro próximo a uma pscina. E descobrimos depois mais sobre isso. A mãe de Naim era de outra cidade e decidiu morar por aquele lugar para buscar paz. E ela acha que o filho tem que ter a mesma paz, e consequentemente salvação. E ele só quer viver a vida sem o peso da religião dizendo que o que ele faz é errado. Porém, ele pega seu interesse amoroso com outro garoto, filho do pastor onde sua mãe congrega, Hunter (Jeremy Blewitt) se agarrando no meio do quintal. E conta para o pastor. Isso faz os pais, preocupados com aquele pecado, chamarem um missionário que faz um ritual, na frente de toda a comunidade, de exorcismo. Contudo, ele não exorcisa nenhum demônio, ele atrai um demônio para o encalço dos jovens. E depois da morte um tanto estranha de Hunter, Naim é obrigado pela mãe a fazer o mesmo ritual. E lógico que o capeta do preconceito cristão contra gay vira a vida dele de ponta cabeça. É prudente eu parar de contar a história aqui para não entregar mais nada que não deva. 

Existe sim uma criação intensional de suspense com cenas de vivencias juvenis corriqueiras e suas descobertas. E esse medo que o grupo religioso coloca é bem trabalhado. Eu estou fazendo um curso de roteiro para entender melhor os filmes e séries que tanto gosto e vi uma construção consistente. E coisas que eu acharia falhas de roteiro anteriormente eu percebi que são escolhas para justamente causar o efeito desejado. Uma coisa é a falta de conhecimento básico que os personagens demonstram. Eu achava isso ruim e besta, mas é o contraste para mostrar que algumas coisas só o conhecimento consegue te livrar de certas situações, e num filme isso deve pelo menos demora até o fim para acontecer, se acontecer. E é interessante ao público se achar mais inteligente que os personagens, isso causa um efeito que ajuda na tensão da cena.

Como disse acima, digo, meus amigos gostaram muito do filme e é uma pena, coincidentemente, com um tema desses, não ter sido lançado por aqui. O que tenho certeza não vai ser problema para ninguém. 



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terça-feira, 28 de julho de 2026

Supergirl

 






Supergirl


Faz tempo que é preciso rever os filmes sobre heróis fantasiados e com capa. Eles dão certo em quadrinhos e em animações. No cinema a verossemilhança se perde e o encanto acaba caindo e o público fica um tanto deslocado. E temos uma categoria de fãs que é insuportável: o fandom. 

O que é um fandom? É a base de fãs que surgem em torno de alguma produção, livros, games, séries, filmes, HQs e etc. Quando a internet não estava tão entranhada em nossas vidas esse grupo amorfo em torno de um símbolo qualquer da cultura pop se organizava através de encontros e eventos sobre seus gostos específicos. Hoje, existem grupos articulados para destilar opiniões positivas e negativas em todos os lugares. E esses grupos, pelo menos alguns, não todos, são complicados. Entre pré-adolescentes, adolescentes, adultos e senhores de mais de 50 anos, todos se homogenizam numa disforme turba incontrolável de opiniões. E geralmente eles são racistas, misóginos, homofóbicos e empacotam tudo em uma capa de "é só o que eu penso."  

Geralmente eles adoram heróis homens sendo colocados com seus músculos através de um ator fetiche. Se o diretor do filme contribui para essa imagem idealizada melhor. Um exemplo foi o Henry Cavill com seu Superman todo testosteronizado a ponto de fazer as cuecas de vários homens se melarem conforme as lentes do Zack Snyder o erotizava mais ainda. Até hoje existem as "viúvas" do Cavill/Snyder que não dão trégua. 

Eles entre outras coisas não gostam muito de mulheres. A não ser que sejam hiperssexualizadas e sempre coadjuvantes. Talvez uma excessão tenha sido a Mulher-Maravilha. As demais, judiação. Coitada da Capitã Marvel. Junte a isso roteiristas e produtores que estão cagando para a história e temos os fiascos todos. Wanda precisou recorrer ao subterfúgio de virar série para televisão, o que teve uma ótima adaptação, e rendeu uma continuação de igual qualidade que foi a Agatha Desde Sempre. Não importa a qual universo pertençam mulheres sempre incomodam como titulares de filmes.

E veio a Supergirl que tentou emular os trejeitos do atual responsável das produções do Universo DC, James Gunn. Ele já iniciou seu controle e perspectiva com a série O Pacificador e o filme do Superman. Que um foi bem aceito e aclamado pelo fandom, o outro execrado, mesmo tendo boas críticas e ótima bilheteria. "Mas não era o Cavill nem o Snyder..." O luto continua. 

Com a garota super usaram todo o ódio que puderam para desmerecer a história. E realmente o roteiro é um pouco confuso e cheio de informações. A garota de aço vai para um lugar de sol vermelho para encher a cara e curtir a vida já que um sol amarelo não deixa os efeitos do álcool acontecerem. Ela leva o Kripto e, lógico que ela se envolve numa briga, o bicho é envenenado então ela resolve ajudar uma garota que iniciou o problema para salvar seu cachorro. Não era só levar para um lugar de sol amarelo? Toda vez que ela está mal ela faz isso com ela mesmo. E aí vira aquela jornada um tanto masculinizada de uma personagem feminina. E isso é proposital para tentar agradar o marmanjo que é fã. Parece uma versão um pouco genérica do que já foi feito em outros trabalhos do Gunn, só é o diretor Craig Gillespie, que fez o fantástico Eu, Tonya e o divertido Cruella entre outros, que assume o comando dessa obra. Então, capacidade tinha, parece que não teve autorização dos produtores. 

O Fandom chegou a falar que a atriz Milly Alcoock é feia, é ruim, não tem pegada de heroína, mas é aquilo né, famdom, eles queriam o Snyder na direção e o Cavill fazendo a Supergirl, só que como Superman. O grande problema do filme é na verdade, além do fandom, os produtores, que só cagam. Com heróis eles praticamente tem um monte de arcos de histórias prontos. Só executar e  mesmo assim erram. Uma curiosidade, es colocar no Google Supergil vai na página que mostra os atores e "principais notícias", e tem uma gracinha para os fãs, a patinha do Kripto na tela que muda conforme você passa o cursor e clica com uma música animada. É muita fofura kriptoniana. 

    Ah, tem o Momoa de Lobo. Eba!





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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Resenha de Livro: Torto Arado - Itamar Vieria Junior




Esses dias não tive muita vontade de assistir nenhum filme, a não ser o curta-metragem musical Equilibrivm II. Eu li, então segue a resenha. 


        Eu lembro quando começou o burburinho em torno desse livro. Foi justamente quando eu comecei a parar com minhas leituras. Logicamente eu estava iniciando um processo que culminou com a deterioração de minha saúde mental. Que referência não é? Seria gratuita se esse livro também não estivesse presente nesse atual momento que ando retomando o controle do que eu tinha perdido. 

 Eu desde 2023 tento me aprumar e voltar aos eixos mentais mais equilibrados, contudo tive uma perda significativa no ano seguinte e passei um tempo grande tentando sair desse processo de luto. E ano passado que eu consegui realmente taterar para fora dessa avalanche emocional. Não é fácil e eu mesmo mal conseguia ler. Não era só ter vontade, eu não conseguia mesmo. Então, usei o que eu conseguia e gostava, um livreto, uma matéria sobre isso e aquilo, muitas séries e filmes e principalmetne eu escrevi. E no começo desse ano eu consegui retomar a leitura. Comecei com Cabeça de Santo e levei seis meses para concluir. Foi muito tempo mesmo com um livro que é bem curto. E ao mesmo tempo tentei ler outras coisas como Annie Ernaux, Os Anos, e acho que li errado, não senti tudo isso que todo mundo tá falando, porém,  falta concluir então aguardem um pouco mais. Também li um bom tanto de O Fim, de Édouard Louis, e como se dizia entre uns amigos "Ele é branco, né! E só." Vou ler com mais calma os dois e com calma eu um dia escrevo uma resenha. Em função do filme que ia lançar em junho corri tentar ler o romance adolescente Quinze Dias do Vitor Martins. Eu desisti de ler na metade e não quis ver o filme. Entendam, todos esses livros são muito bem escritos e cada a um a seu modo referência em suas  áreas. Contudo os enredos e desenvolvimentos não me agradaram. O personagem principal deste ultimo é um garoto bem neurótico, e não ajudou muito o ator que faz ele no filme emular demais o Paulo Gustavo. Sem julgamentos, mas já julgando, não é para mim nesse momento. Com calma, em outro momento, aquilo que já falei ali em cima. 

Torto Arado tinha me chamado atenção pela crítica favorável, ganhar prêmios e tudo o mais. Contudo, o que me fez lê-lo foi saber de um fato, o livro tem um Encantado como personagem. Eu soube dos Encantados há muito tempo atrás nas minhas pesquisas aleatórias que faço por curiosidade no Google. Essa pesquisa me levou um dia a um blog que falava de umas plantas pelo norte do país que possuiam seres que se despertados da forma certa poderiam proteger a casa e seus moradores. Esses seres enram Encantados, que não se limitavam às crenças nortistas, havia relatos da existência deles em toda região norte e nordeste e até centro oeste. Eles seriam criaturas místicas protetora e moradoras de regiões com  alguma energia ligada ao lugar como matas, cavernas, rios e etc. A cultura popular conta algumas histórias através de lendas que chegam até nós como, por exemplo, a Caipora que seria um Encantado da mata. 

A história de Torto Arado é bem gostosa e com escrita fluida simples, porém, é acadêmica até certo ponto. Representa a vivência de pessoas simples e pobres, mas é claramente escrita por quem domina a gramática e o bem escrever e pesquisou ou conhece bem o assunto. Comento isso por ler uns críticos dizendo que as pessoas simples do livro não falam igual às pessoas na vida real. Eu acho que ninguém nos livros fala igual ao jeito do mundo real. Uma coisa é a realidade e a linguagem oral  outra é a escrita e a literatura. 

São três partes que dão um ponto de vista de um personagem por vez. Em Fio de Corte, primeira parte,  temos a infância e juventude das duas irmãs que vivem em uma fazenda que remonta a tempos da escravidão. Eles não sabem que são quilombolas no início. O livro constrói justamente essa percepção. São descendentes de escravos que foram trabalhar nas jazidas de diamantes no região baiana próxima da Chapada Diamantina e foram ficando pelas terras. Aqui acontece um acidente que explicita os mistérios da trama que serão elucidados no decorrer do restante do livro. Bibiana e Belonísia, ainda crianças,  se deparam com uma faca misteriosa escondida pela avó e acabam incorrendo em um acidente que decepa a língua de Belonísia. E também vemos a relação das irmãs se fortalecedo e depois se desatanto feito laço devido o amor que aparece na vida de uma delas. O ponto de vista aqui é pelas percepções de Bibiana. 

  Em Torto Arado, a segunda parte,  a percepção é agora é pela Belonísia que não fala, mas sente o mundo dentro de si. Ela conta o que aconteceu com a irmã e depois vai relatando sua difícil vida. E como sua vida é totalmente ligada àquela terra. Como já fomos introduzidos no começo, aqui continua a mostrar um pouco de como é a relação da religião que seu pai é um sacerdote, o Jarê. Parece muito uma umbanda mais sertaneja, sem a influência e pasteiurização que houve no Sudeste e Sul. O livro não explica muito como funcionava. Sabemos que surgiu entre os pretos escravizados e foi se passando de geração em geração. E aqui ficamos sabendo o motivo do livro ser chamado de Torto Arado. É uma metáfora bem forte na história. Dura e condizente com a vida de uma das personagens. 

E por fim, temos Rio de Sangue, com nossa estrelinha e alminha penada sensata Santa Rita Pescadeira. Eu amei essa personagem. Ela já aparece antes em uma reunião do Jarê na casa do pai da Belonísia, bem espevitada, mas é só mais uma que está lá. E nesse capítulo vemos a que veio. Já vou por ela no meu altarzinho mental de personagens queridos da literatura brasileira. 

Eu li uns críticos que falavam coisas eu eu só entendi isso, "Ain, eu sou um branco escroto de classe média que acha que esse livro não fala de pobre, pois o que eu idealizo ou me nego a saber de pobre é o que importa", mas eu gostei de um absurdo de alguém que postou por aí "Livro ruim, só fala de ideologia de esquerda." E é isso. Eu gostei muito do livro, e ao contrário dos que citei acima, eu gostei muito da história. A segunda parte me aborreceu um pouco, é a parte mais longa e acabou sendo um pouco mais explicativa em questões de "esquerda", afinal quem liga para descendentes de escravos que estão se articulando diante de seus direitos sobre a terra que é de propriedade de um homem branco digno, do lar, cristão e rico herdeiro por natureza direto da coroa portuguesa? Só deixando claro: estou sendo irônico. Quem liga para esses temas não é mesmo? Vou parar por aqui senão começo a escrever o que não deveria. 

Estou escolhendo a próxima leitura que precisa ser tão forte e bela como essa. Precisamos de autores como o Itamar Vieria Junior. que escrevam de costumes e grupos há tanto tempo invisibilizados pela cultura dominante branca do país. É uma luta constante e necessária e ter literatua boa sobre isso é maravilhoso. Valei-me Santa Rita Pescadeira!  






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sábado, 25 de julho de 2026

O Contar Histórias em Equilibrivm II



Não achei filme ou série que me interessasse essa semana. E como ainda não pude assistir A Odisseia então fui para outros campos que por sinal não deixa de ser um curta metragem com qualidade de filme. É um grande clip que a Anitta fez. Isso aqui é só um rascunho que fiz tentando entender, refletir e explicitar o que eu consegui captar do curta. Os termos ou partes usadas por mim são o que consegui alcançar e nomear ao meu modo. 

Segue abaixo, lembrando que está no Substack também. 


Eu entendo perfeitamente que ao escrever algo ficcional podemos ficar perdidos. E usar facilitadores nos ajuda muito. E trazendo o título para o nosso lado o “contar histórias” é algo tão ancestral quanto qualquer manifestão humana.

     Quando comecei a pesquisar sobre escrever já me deparei com a Jornada do herói do Campbell. E assustadoramente percebi que virou o manual absoluto dos escritores que querem fazer uma fantástica elaboração exacerbada de emoção e de aventura épica. Porém, esquecemos algo fundamental, nós podemos criar nosso jeito de contar uma história, nós podemos criar um caminho próprio.

     E quem fez um uso muito interessante de um caminho de contar uma história com cara de Brasil, sem elixir de nada para ninguém além de si mesma foi a Anitta com o lançamento do curta metragem Equilibrivm II. E é com isso que eu faço uma crítica ao uso exclusivo de um caminho para contar uma história que vem um mercado estrangeiro. Só o que os povos ancestrais têm para nos ensinar é absurdamente cheio de possibilidades. As influência dos africanos escravizados que transmitiram o que lembraram para seus descendentes e tudo isso deu o tempero à cultura, um tanto insosa, europeia portuguesa. Somos um caldeirão de possibilidades e isso dá tanto caminho para construir estruturas narrativas.

     Hoje eu vi um vídeo do Roger Cipó (@rogercipo) falando sobre isso e adorei, eu já estava tentando nomear algumas coisas e ele trouxe a belezura do termo “Jornada do Ori Vencedor” ele disse que vai sentar e elaborar melhor os passos e trabalhar isso em algum vídeo com mais tempo. E é mais ou menos isso que eu percebi, era uma “jornada” aos moldes brasileiros. Já cansamos de regurgitar ou só reproduziro que os caras de fora nos impuzeram.

     Isso que estou escrevendo agora é mais um rascunho do que eu consegui analisar. Com certeza o Roger fará algo muito melhor, principalmente por ele estar inserido na cultura religiosa afro-brasileira. Eu só rabisco uma reflexão simples de um possível modelo de processo narrativo.

     Então fica os tópicos com uma pequena explicação dessa jornada à moda brasileira:

- Vida comum: As coisas podem ou não estarem bem, a vida está acontecendo;

- Decepção ou desilução: algo acontece que causa uma ruptura. A vida que estava normal não faz mais sentido. Algo se perde, se quebra ou incomoda. No clip parece ser uma decepção amorosa;

- Vai-se até o Oráculo: não importa se é tarot ou apenas ir atrás de conhecimento, a pessoa precisa se entender, e como não tem o que é necessário se apega a um oráculo que vai demandar os passos iniciais apontando uma possibilidade;

- A encruzilhada e a malandragem: aqui um elemento bem brasileiro tanto pode ser a busca das entidades como a entrega aos prazeres da vida, o caminho da Lira. Pombogira e Malandro que mesmo no aparente hedonismo do entorpecimento com sexo e bebida, vai te direcionar aos mais íntimos momentos de purificação e dar o que é necesário. Quem é das artes não fica sem a malandragem, quem é mulher precisa da sua pomboriga de frente como guia;

- A queda: Se o caminho não foi percorrido com moderação a saúde mental ou física pode ser comprometida se o hedonismo não é superado. É nesse momento que a personagem precisa decidir, ela ainda está no caminho que a fez cair ou retoma de forma radical ao que se apresentou antes, ou ainda tem a possibilidade final e radical: morrer;

- A camarinha: ou retirada para o isolamento espiritual, pode ser o tempo de preparação ou mesmo o tempo de conexão real com a divindade. É onde aparece seu pai espiritual que vai conduzir sua nova jornada, fortalecer seu Ori com o alimento espiritual, o Bori. Dali só se levanta restaurado e renascido;

- De frente com seus arquetipos mais profundos: você é de quem, quem te guia, quem é sua mãe seu pai, seu Deus (Orixá), quem são seus antepassados, quem é importante na vida e quem foi que te conduziu até ali, avós, sua ancestraliade, reconhecer que a vida é finita como carne, mas é imortal na continuação natural da família, o reconhecimento do valor do feminino ( lembrando que a jornada é de uma pessoa do sexo feminino);

- A calmaria: nesse momento devido a euforia do renasciento parece que realmente tudo é novo e visto com cores novas, o ritual faz efeito e a vida floresce e se percebe que o mundo é uma vereda verdejante e principalmente como mulher você resgata a divindade destronada que o cristianismo insistiu em impor a todos, a personagem não segue mais convenções cristãs institucionais, segue sua raíz que é reflexo da cultura popular do povo de seu país;

- A percepção da Natureza: Estamos no Brasil uma terra que já tinha várias nações quando os portugueses chegaram, povos originários e entender a importância deles vai ajudar a entender melhor o chão que pisamos. Reconhecer os povos que estiveram aqui antes é essencial e quando se dá a devida importância a isso percebemos que um de seus ensinamentos mais profundos é de unidade com a terra, perceber que somos uma única tribo onde um depende do outro e todos da Natureza. Caça e pesca é permitido, desde que sem ganância e destruição;

- A retomada da vida: aqui seus antigos costumes começam aparecer. Só que você não é a mesma pessoa, tem sangue renovado pela sua ancestralidade, é floresta, é sal grosso, é mandinga, é rever o que fazia com novas lentes, mexer a bunda? Que seja, mas não mais sem os conhecimentos místicos e revelações adquiridos.

- A criança interior ferida: algumas dúvidas aparecem e há a insegurança. A tentação é se tornar hipócrita escondendo o que acha que não deveria mostrar, sua sombra pode aparecer, acolha isso.

- O tropeço: A forte matriz cultural cristã te faz achar que você precisa ser beata aos moldes de algo que você não pertence mais. A religiosidade que pede para ser você transbordar, não existe moral existe sua nova versão que precisa ser explorada e tranbordada de si mesma. Não há repartição entre carne e espírito, entre sagrado e profano. O ser humano é uma unidade indivizível.

- O novo levantar: A vida é feita de alegrias e comemorações. E a volta aos caminhos da malandragem requer leveza sem se entregar dessa vez aos prazeres desenfreados, agora os prazeres bem vividos farão parte sem te destruir, pois no equilíbrio você já sabe os próprios limites e consciente de si pode continuar para uma nova etapa de uma outra jornada.

- O retorno à Malandragem: A personagem “trabalha na noite” e é na noite que ela vai mais estar não mais como alguém querbrado por dentro, é uma nova criatura com toda a carga de renovação que carrega e o show, na noite precisa continuar;

- O encontro com o Guarda das encruzilhadas: Se na jornada do herói finaliza com a volta vitoriosa para casa aqui não há vitória, há evolução. Lá o herói vai viver feliz para sempre, aqui a persongem é emaranhada de acontecimentos e esse encontro só vai dar um novo caminho. Representado por Exu no clip, não existe parar, mesmo a morte é um novo processo. Não há fim.

- Sentar no Trono: Sabendo que tudo correu bem essa personagem pode aproveitar o que conquistou contudo esse trono é da nova criatura que se tornou plena e merece todos os louros. Contudo, tudo é transformação, troca, movimento e agradecer também é aproveitar todas as consequências boas do processo. O fim nunca pode ser fechado. Mas sempre celebrado. E quem está chegando? Não é o “herói campbellano”. Sabemos pela batida do tambor que é uma entidade brasileira pronta para reinar. Encerra essa jornada.

     Finalizando: esse caminho tem pontos convergentes com a jornada do herói do Campbell, mas está mais confeccionada com nossa cultura e seus elementos. Tudo bem que muita gente tem dificuldade por estar dentro de uma bolha muito específica. Tem gente que mal conhece a história da própria região ou cidade que mora. E essa jornada é uma proposta de valorizar a própria cultura e que pode ser adaptada. Lembrar que ela é baseada no que acontece no curta metragem Equilibrivm II e tem a base religiosa da artista.







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sábado, 18 de julho de 2026

Barba Ensopada de Sangue





Em 2023, ainda trabalhava de professor, eu tinha sido assaltado pela quarta vez em menos de um ano. E não foi aqueles assaltos que a pessoa fica dando mole com o celular na mão tirando foto de algum lugar e passa alguém de bicicleta e o rouba. Eu fui abordado e em duas situações teve arma apontada para mim. E pelo menos três vezes foram antes das 20h em lugares "tranquilos".  Eu morava no cruzamento da Rua Aurora com a Rua do Arouche. Era um lugar que até hoje tenho saudades do apartamento. E como eu estava puto com os roubos, sem dinheiro e as férias iriam começar eu decidi não comprar nenhum celular até voltar ao trabalho de novo. Foram 45 dias mais ou menos sem celular. E foram dias muito produtivos. 

Entre minhas propostas estavam turistar no centro de São Paulo para conhecer os lugares históricos, museus, parques, bares, restaurantes e participar de eventos culturais que eu não tivera tempo até então para ir, eu tinha me mudado para ali somente há 7 meses. E também decidi voltar a ler. Devido a intensidade de trabalho não conseguia ler textos mais longos. A jornada de aulas convencionais e a mudança de escola todos os anos era cansativa. E a pandemia não me fez bem e me deixou muito mais ansioso. Voltei a ler da forma antiga, fiz minha fichinha na Biblioteca Mário de Andrade, que era próxima, e fui peganto os livrinhos gostosinhos. Li nesse período, sem o abjeto objeto me tirando a atenção, 8 livros mais várias HQs adultas. 

Um desses livros foi um enorme click bait dos infernos. O livro atendia meus requistos, ser de autores novos de nossa literatura nacional e que tinham uma boa repercução pois queria também entender como estavam os textos reconhecidos pela crítica. Em especial um livro vistoso de capa vermelha com um cachorro na capa me chamou a atenção, Até o Dia em que o Cão Morreu. Deixo claro que o livro foi muito bem escrito, mas o enredo me deu nos nervos. Um hetero top de quase trinta anos que não sabe o que fazer da vida e fica enrolando garotas que aparecem na vida dele. Ele trabalha dando aulas de inglês, o que achei um disparate que foi comparado a não fazer nada, e ele ainda não conseguia se manter, precisava da ajuda do pai, e olha que os professores que mais ganham são os de inglês. E o cachorro? Nem para ser um bom coadjuvante ele foi. Mal se falava do bicho E, na adaptação para o cinema que fizeram ficou mais claro que o cachorro era o cara. O filme se chamou Cão sem Dono. Com enredo tão insoso quanto o livro. 

E por qual motivo que estou escrevendo tudo isso aqui? É que o autor é o Daniel Galera, um queridinho da literatura nacional contemporânea e mais um livro dele se tornou filme, Barba Ensopada de Sangue. Aqui estou fazendo o caminho inverso. Assisto primeiro o filme e depois tento achar o livro. A biblioteca da cidade que estou morando não é tão atualizada como a Mário de Andrade. 

Eu achei o enredo muito melhor dessa vez. Porém, o ritmo do filme é meio arrastado. A atuação do Gabriel Leone é muito boa. Ele teve o cuidado com o sotaque. Me dá ódio de ver outras regiões do país com aquele r escarrdo do ator carioca que não faz seu trabalho de tentar reproduzir a variação linguística da região que seu personagem é. Pelo amor, só ter boa vontade. Isso é algo que critico muito nas produções brasileiras. Já a Thainá Duarte é outa coisa.... O restante do elenco está muito bem no contexto geral. E a história engata na reta final. Acompanhamos um cara chamado Gabriel que após o suicídio do pai vai morar na antiga casa do avô que é em uma praia  de passado baleeiro em Florianópolis. Instigado por seu pai, antes do ocorrido, ele fica sabendo que o avô foi assassinado lá. E tenta descobrir o que aconteceu. E tem uma cachorrinha na história, mais atuante que em Até o Dia que o Cão Morreu, a Beta. E imaginem o quanto eu fiquei preocupado com o destino da cachorrinha. E saibam, ela corre muito risco. Primeiro é por ser Florianópolis, sabemos que há moradores, principalmente ricos, que adoram fazer mal a cães. Somos todos Orelha! Segundo, o personagem se mete em complicações por seu avô ter sido odiado por todos. Não me importei muito com o pergonagem humano não. Com a Beta, meu coração apertou em alguns momentos. 

Eu geralmente não critico coisas relacionadas ao figurino ou adereços. Não tenho conhecimentos para isso. Me limito a apontar quando algo é muito discrempante ou eu que ache bem legal. Contudo quando um elemento é tão relevante a ponto de estar no título da obra e eu fui tenho que falar sim. E sou um "usuário" de barba e como tal eu entendo muito desse "acessório" masculino. Fizeram um aplique no ator que ficou parecendo aquelas barbas dos bonecos Falcon. Se não conhece dá um Google. Com tanta barba bonita por aí vão fazer aquilo? Tudo bem quererem muito usar o Leone para o papel, mas se não tem barba e ela é importe tente achar alguém com uma adequada. Barba falsa em 2026 não dá. Só isso estragou muito a minha experiência em asssistir esse filme. Só conseguia prestar ateção em quanto estava estranha. Tem quem não vá ligar ou perceber. Sejam felizes. Eu aprecio uma boa barba natural. 







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