O Sexto Sentido
Estava
em dúvida se colocava esse filme neste mês ou em outro. Mas não tem como não
falar de “O Sexto Sentido” sem abordar o que conhecemos aqui no Brasil como
espiritismo. Tirando minhas ressalvas em acreditar que seres humanos, após a
morte, conseguem ficar aqui nesse plano material aterrorizando os seres vivos
eu tenho que admitir que essa temática é ótima para causar calafrios. Todo
mundo, num maior ou menor grau, já se deparou com algum evento sobrenatural fantasmagórico.
A mentalidade infantil é muito propensa a aceitar esse tipo de situação. No
nosso país, de forma especial, é um ambiente fértil para divagações e até
constatações da veracidade da vida pós morte e permanência neste plano.
Não
resvalando em minhas crenças pessoais, vemos em o “O Sexto Sentido” a mestria
de um tema tão instigante e tão bem colocado que na reviravolta final ficamos
embasbacados. Acompanhamos a vida de Malcom (Bruce Willis) que sendo psicólogo
infantil trata de vários pacientes com distúrbios. Após um incidente
significativo ele vai atrás de cuidar do pequeno Cole Sear que possui uma mãe
não muito presente e principalmente um “distúrbio” esquizofrênico de “ver”
coisas que não existem. Essas coisas são pessoas mortas. O grau de suspense e o
ponto de reviravolta alcança um nível tão elevado que esse mereceu não só
indicação a prêmios relevantes como também rendeu muito nas bilheterias.
No
mais, espíritos existem na mentalidade de qualquer cultura e são vistos como
bons ou maus de acordo com a mesma. No nosso caso, temos medo mas
convivemos muito bem com esses seres lendariamente “presentes” na realidade de
nossa mente.
Data de lançamento: 22 de outubro
de 1999 (Brasil)
Direção: M. Night Shyamalan
Companhia(s) produtora(s):
Spyglass Entertainment; The Kennedy/Marshall Company
Roteiro: M. Night Shyamalan
Elenco: Haley Joel Osment, Bruce
Willis, Toni Collette.

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