A Última Tentação de Cristo
Eu
sempre achei Martin Scorcese, além de ótimo diretor, um realizador de filmes
crus. Sua fascinação por gangsters e outros produtos da sociedade típica
americana nos rendeu vários filmes ótimos. E me espanta muito hoje em dia rever
sua trajetória e notar que ele possui filmes que tratam a temática religiosa.
Ele possui na sua produtiva carreira “Kundun” e o recente “Silêncio”. Em “A Última
Tentação de Cristo” ele toma tema cristão pelo viés da obra homônima de Nikos
Kazantzákis que coloca na história de Cristo atitudes tipicamente humanas.
Retoma questionamentos que já existem desde o primeiro século da era cristã. Entre
tantos a questão da sexualidade do Messias e seu envolvimento amoroso com Maria
Madalena.
Estudando
sobre o assunto eu percebi que o que importa não é em si o que o Nazareno fez
ou deixou de fazer. Muita gente não se conforma que um homem adulto não tenha
relações sexuais. Principalmente os que não acreditam. E como não há provas
contundentes sobre nada da vida de Jesus, somente testemunhos tendenciosos de
seus próprios seguidores, as especulações vão longe.
Kazantzákis
foi filósofo e escritor grego muito reconhecido na atualidade. Lógico que como
brasileiros que somos, sua obra se torna obscura, desconhecida. Com uma postura
bem atual sobre o conhecimento humano ele usa seu romance “A Última Tentação”
para por em JC uma humanidade praticamente desprovida de divindade. E, juntando
com Scorcese, temos um filme pesado, crítico, bem executado e relevante. Porém,
eu basicamente não gostei desse filme. E analisando os motivos são tão
subjetivos e bestas que me envergonho em elenca-los. Mas vale pela relevância,
e eu também preciso assistir mais uma vez para tirar a prova... E umas dúvidas.
Data de lançamento: 12 de agosto de 1988 (EUA)
Direção: Martin Scorsese
Música composta por: Peter Gabriel
Autor: Níkos Kazantzákis
Indicações: Oscar de Melhor Diretor entre outras
Elenco: Willem Dafoe,
Harvey Keitel, David Bowie, Barbara Hershey, Verna Bloom

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