Mestres do Universo - Essa Resnha Não é Minha
Por mais que eu agora seja um homem crescido, na hora que apagaram as luzes e na tela apareceu o logo da Metro-Goldwyn-Mayer com um tigre verde rugindo abriu-se um portal direto para os anos de 1986-1989 e eu simplesmente deixei de ser adulto.
Eu não sou uma pessoa nostálgica que vive com saudade do passado. Tirando pouquíssimas épocas pontuais de minha vida o restante eu vivi da forma mais intensa que pude e não. E fui uma criança de interior com quintal grande que ficava até certas horas pelas ruas, pois não havia perigos, pelo menos se julgava isso nessa época. Lembro de tudo e não gostaria de viver essa época de novo, só passou e guardo com carinho tudo dentro de mim.
E foi esse garotinho, uma criancinha gorducha de covinhas na bochecha, que saía da escola correndo a tempo de assistir o episódio de He-Man antes do programa acabar que apareceu para assistir. Foi literalmente uma incorporação do meu eu-criança
Não tem como falar mal desse filme. Essa criança não vai deixar. Foi demais ver os nomes dos personagens, as roupas, os lugares. E essa criança era tão vidrada que assim que saiu os bonecos de brinquedo pediu para a mãe de presente. E tinha uma sorte de ter em outrubro o Dia das Crianças, um presente, no aniversário em novembro, outro presente, e Natal em dezembro, mais um. Eram três brinquedos seguidos, tudo bem que o restante do ano ficava sem.
E essa criança ganhou um He-Man, um Aquático, um Tríclop, e o preferido Abelhão, que depois virou Zangão, além da nave Rotor. Não conseguiu ter o Equeleto. E sua frustração foi não conseguir a coleção toda. Filho de empregada doméstica que trabalhava fora em casa de família o dinheiro era curto. Enfim... E olha, esses brinquedos estão aqui, ainda hoje, e vocês não sabem o quanto eles estão desgastados pelo uso, pois aquela criança brincou o quanto pode e quis.
Então, essa resenha não é do "eu-adulto", é daquela criança e ela ficou tão feliz de ter assistido finalmente uma história que resgatava o que ela imaginava para um live-action. Essa criança não liga que os tontos dos EUA não deram bilheteria suficiente ou se tem gente falando mal do filme. Ela adorou. E quem sou eu para contestar essa criança que ficou feliz por tudo o que viu?
Só faltou um bolo Nega-Maluca, não critiquem, deixe justemente isso para outro momento, era o bolo preferido dessa criança que muitas vezes ela mesma fazia sozinha, pois aprendeu para compensar a mãe que trabalhava fora, e uma Coca-cola gelada. E tenho certeza que essa criança depois de assistir o filme e comer ia pegar seus "hominhos" e ia reproduzir o filme todo do seu jeito em uma aventura pelo seu quintal cheio de lugares bons para construir fortalezas de tijolo e tábuas.
Essa criança foi feliz e está feliz. Vai contrariar ela? Eu não vou.
Um aviso: Estou com já com um perfil no Letterboxd que é uma rede social voltada para cinéfilos e entusiastas do cinema. E como funciona também de dário estou passando todas as minhas resenhas para lá e possivelmente manterei aqui por um tempo também. Possui vários recursos mais interessantes para se usar.
Meu nome lá está VIGAMO500
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