O Diabo Veste Prada 2 - Continuação satisfatória
A indústria cinematográfica tem interesse econômico e não gosta de ficar produzindo novidades que possam gerar prejuízos e isso justifica o tanto de clichês e continuações que acabam por facilitar a vida dos produtores. Até meados dos anos de 1990 o cuidado com as continuações eram bem reduzido, pelo menos do que eu assistia. Muitos filmes apenas reproduziam o primeiro roteiro com um elemento diferente. Esqueceram de mim foi bem isso, mesma história só mudou o ambiente e a pessoa assustadora que o personagem principal tinha preconceito. Quando a história mudava todo o roteiro a essência dos personagens principais mudava também. Acertar o tom do personagem em uma segunda vez nem sempre se conseguia. Contudo, percebi que começou-se a ter um pouco mais de cuidado com continuações por volta dos anos 2000. E em vários casos as continuações perdem o fôlego da novidade e precisam se ajeitar de outras formas. E cada dia que passa eu reconheço mais a importância do roteiro. Um bom roteiro faz diferença em tudo. Tanto que a primeiria coisa que fazem para revitalizar alguma franquia é correr atrás de um bom roteirista. Quem não o faz isso cai nos erros do live action da Branca de Neve.
Me parece que era justamente isso que estava travando a execução de O Diabo Veste Prada 2. Os produtores e os roteiristas não encontravam uma justificativa para a continuidade de uma história com um arco fechado como foi. O primeiro filme foi lançado em 2006 e fez muito sucesso. E o de agora precisou ser todo reelaborado para se adequar ao mundo que estamos vivendo, sem revistas físicas e muita internet com seus sites de fofocas e redes sociais. Para quem não lembra a personagem de Anne Hathaway foi trabalhar numa renomada revista de moda e encontra o próprio diabo como sua chefe, a Meryl Streep, e conta com a ajuda de um laborioso Stanley Tucci com uma nervosa e grossa Emily Blunt, respectivamente seus personagens são: Andrea, Miranda, Nigel e Emily.
Agora temos que levar em consideração que o primeiro filme foi baseado no livro escrito por Lauren Weisberger que fez uma continuação que se chama A Vingança Veste Prada que não foi considerado para essa sequência. Escreveram um roteiro independente. Afinal, para um filme desses que ficou autônomo em relação a autora original não faz sentido nenhum usar o material original, não é mesmo? Hollywood e suas letras miúdas nos contratos!
E como disse acima, o grande problema é achar o mesmo tom de todos no filme e tirando, talvez, a interpretação da Meryl Streep que está um pouco mais caricata, e sei que isso pode ser tido como uma heresia, mas é uma percepção minha que senti, pois no primeiro era mais séria, neste nem tanto. Contudo percebo também uns altos e baixos com essa personagem que se mostra mais atenta ao que o RH pede e não ao seu costumeiro mando despótico que aprendemos a adorar. O restante do elenco está bem afiado e cumprindo todo o beabá do que foi feito no primeiro filme. Só acho que as atrapalhadas da Andrea eram simpáticas no primeiro filme, no segundo, deixa ela infatilizada. Tirando esses derrapões, todo o mais configura uma boa continuação e uma história que agrada o público que quer mais do mesmo ao mesmo tempo que quer novidades. As roupas estão impecáveis e só corroboram que tudo que deixam cair na mídia antes do filme ser exibido não deve ser levado em conta, até fizeram o trocadilho de que no segundo filme o Diabo vestiria Zara. O que não se confirmou. Fica a dica para o povo que está criticando A Odisseia do Nolan sem ter visto o filme, e pior, destilando todo racismo com a Lupita Nyong'o e também uma certa transfobia com o Elliot Page. Espera o filme gente.
No geral gostei bastante de o Diabo Veste Prada 2, usando um termo bem apropiado e usado no momento, ele é "satisfatório" em sua execução e finalização. E ver o desfile de celebridades e artistas convidados para aparecer no filme é algo que faltou muito no primeiro. Contudo sabemos que houve um leve boicote da toda poderosa "Diaba" da moda global, Anna Wintour. Fofocas à parte tudo termina bem na comédia romântica. Só não temos uma música que caiu tanto no gosto popular como foi Suddenly I See, de KT Tunstall que bombou em tudo que era lugar desse país: nas rádios, academias, lojas, fone de ouvidos e afins. Admito que eu estou limitado nesse momento e não ando pelos lugares que as músicas de real sucesso tocam, baladas. Runway com Lady Gaga e Doechii está indo bem pelo que sei, o clipe é digno do que o filme propõe, contudo não ouvi em outros lugares além de meu celular em casa.
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