sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

King Cobra: Sobre uma indústria de filmes recreativos masculinos

            King Cobra: Sobre uma indústria de filmes recreativos masculinos








*Nota explicativa: esse texto era um pouco mais "explicito" e fiz algumas alterações pois o Blogger considerava conteúdo inapropieado e colocava um aviso. Então editei tudo, para tirar o que pudesse ser considerado por eles como conteúdo adulto. E Aviso também que esse texto foi escrito em sua integra em 07 de dezembro de 2015, vou acabar repostando e perdendo o engajamento que possa ter dado. Necessidades e reformulações para uma nova etapa. E foi antes dos escândalos envolvendo o James Franco. 


        Sabe aquele ator que faz grandes produções e ao mesmo tempo é tão descolado, descolado de verdade, que não sabemos em que banda o apito dele toca? Então, James Franco é esse cara. Ele esteve em grandes produções hollywoodianas de destaque, e até ganhadoras do Oscar nos últimos anos e ao mesmo tempo deu uma parada para se dedicar aos estudos e voltou com um viés político e social bem diversificado. Digamos assim para não colocar qualquer causa de juízo no garoto. Fez uma produção um pouco underground que está disponível na Netflix chamada de “Interior. Leather Bar” que fala de trechos perdidos de um filme com o Al Pacino, “Parceiros da Noite” (1980), um tanto controverso sobre um assassino em série que mata homens que gostam de se divertir com outros homens.

        Então entendem a ambiguidade de Franco? Se a resposta for não, deixa pra lá! E nessa empreitada ele decidiu, entre outros filmes, fazer King Cobra que narra um pouco da história de sucesso do início da carreira de Brent Corrigan (bem interpretado por Garrett Clayton). Quem não sabe quem é Corrigan, só digo que foi um ator das indústrias de filmes adultos para homem de sucesso nos fins dos anos 1990 e início de 2000 quando a internet era bem diferente do que é hoje. Um mundo onde não havia o aqueles sites que disponibiliza conteúdos adultos gratuitamente. 
       Bom, voltando ao filme, Corrigan foi descoberto pelo produtor Stephen (o ótimo Christian Slater) que patenteou o nome do garoto, então com 17 anos, e ganhou muito dinheiro com seus vídeos. E na mesma medida logo recebeu um processo de Corrigan que não se sentia contente em ganhar tão pouco. Nessa já rocambolesca situação entram o produtor rival Joe (James Franco) e seu namorado e estrela maior de seus filmes Harlow (Keegan Allen). Porém os dois têm merda na cabeça e resolvem dar um jeito em Stephen para poder lucrar com o garoto Corrigan.
        Um destaque para fãs é a presença da diva Alicia Silvestone. E uma que só reconheci depois que fui ver os créditos, pelo nome, a Molly Ringwald, que também está longe do rosa-choque que ajudou a ficar conhecida. Ambas fazem respectivamente a mãe de Corrigan e a irmã de Stephen.
        Baseada na história verdadeira de um produtor pornô gay o roteiro não tem nenhuma inovação. Apesar de cenas mais picantes e outras um tanto bizarras só sendo um homem hetero, cis, de família tradicional e de bem para se escandalizaria.” Ahãn, Senta lá Cláudia!” Se o “XVideos” exigisse CPF e divulgasse todos os anos sua lista de consumidores e o que eles assistem. Adivinha quem estaria nessa lista?
        Enfim, o filme não é dos melhores. Meio acelerado em alguns pontos e com uns vácuos em outros não dá nenhuma emoção. É uma história gay contada para um público conservador e com umas cenazinhas para chocá-los. Apesar do elenco ser bem competente o único destaque garantido é Slater. Vem se mostrando ótimo depois que perdeu a carinha de moleque revoltado que tinha.
        Porém vale assistir para tomar um pouco de ciência do mundo das produções de filmes adultos para homens que gostam de fazer amor com o bumbum de outro homem. 





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King Cobra: On the Male Adult Film Industry

Author’s note: This text was originally more explicit, but I made some adjustments after Blogger flagged it as inappropriate and added a warning. So I edited anything that could be interpreted as adult content. It was originally written in full on December 7, 2015, and I’ll be reposting it now — likely losing whatever engagement it once had. New phase, necessary revisions. It was also written before the scandals involving James Franco came to light.

            You know that actor who stars in major productions and at the same time is so genuinely cool and unpredictable that you can’t quite figure out what side he’s on? That’s James Franco. He’s been in major Hollywood productions — even Oscar-winning ones — in recent years, and at the same time he stepped away to focus on his studies, only to return with a more politically and socially layered approach to his work. Let’s just leave it at that without putting any labels on the guy. He also did a somewhat underground project available on Netflix called Interior. Leather Bar., which revisits supposedly lost footage from Cruising (1980), the controversial film starring Al Pacino about a serial killer targeting men who enjoy the company of other men.

             So do you get Franco’s ambiguity? If not, never mind. In this particular venture, among other projects, he decided to produce King Cobra, which tells part of the early success story of Brent Corrigan (convincingly played by Garrett Clayton). For those unfamiliar with Corrigan, he was a successful performer in the gay adult film industry in the late 1990s and early 2000s — back when the internet was a very different place. A world without today’s free streaming adult sites.

        Back to the film: Corrigan was discovered by producer Stephen (a terrific Christian Slater), who trademarked the young man’s stage name — Corrigan was only 17 at the time — and made a lot of money from his videos. Not long after, Corrigan filed a lawsuit, unhappy with how little he was actually earning. Into this already tangled situation step rival producer Joe (James Franco) and his boyfriend and top performer Harlow (Keegan Allen). Unfortunately, the two aren’t exactly masterminds, and they decide to “take care of” Stephen in order to profit from Corrigan themselves.

            A highlight for fans is the presence of Alicia Silverstone. Another familiar face I only recognized after checking the credits was Molly Ringwald — far removed from the neon-pink teen icon image that made her famous. They play Corrigan’s mother and Stephen’s sister, respectively.

            Based on the true story of a gay adult film producer, the script doesn’t offer much in terms of innovation. Despite some steamy scenes and a few rather bizarre moments, you’d have to be a straight, conservative, self-proclaimed “family values” type to act shocked. “Sure, Jan.” If a site like XVideos required users to register with their real names and published an annual list of viewers and what they watched, who do you think would show up on it?

            In the end, the film isn’t exactly outstanding. It feels rushed in some parts and oddly empty in others, never quite building real tension. It’s a gay story told with a conservative audience in mind, sprinkled with a few scenes clearly meant to provoke them. Although the cast is solid, the real standout is Slater, who has been delivering consistently strong performances since shedding his former “angry young man” image.

            Still, it’s worth watching if only to gain some insight into the world of adult films made for men who are attracted to other men.




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