Então, nessas vivicitudes, eu não sabia quem era o abençoado do Lanthimos e assiti “A favorita”. Gostei e desgostei do filme. Deu uma sensação de histórico clichê contada de um ângulo bem esquisito. Olivia Colman brilhou, e eu pisquei os olhos ofuscados por isso, o mesmo com a Rachel Weisz, e teve a Emma Stone, vinda de La La Land e como diria RuPaul “Meah!”. Não via tudo que andavam vendo. Entendam, achei La La Land bom, o suficiente, e a Emma também boa, é que naquele ano estava concorrendo com a Isabelle Huppert em “Elle” e é impossível alguém bater essa mulher quando faz uma personagem amarga. E deram o Oscar para Emma, era a Isabelle Huppert..
Esses dias, no tédio fui procurar indicações para filmes que instigassem, mesmo que essa caracterísitca seja genérica e abrangente e me apareceu “O sacrifício do Cervo Sagrado”, Collin Farrel, Nicole Kidman e o Barry (Keoghan), mas o que me pegou foi a história ser baseada numa tragédia grega de Eurípedes “Ifigênia” e lá fui eu. Então, o filme em uma filmagem normal mas com atuações “estranhas”, todo sentimento estava suprimido. Basicamente, movimentos do corpo nos cenários e as falas. Eu quase assisti em off, quando ao mesmo tempo que está assistindo algo faz outra coisa mas mantém o fio da meada sem precisar parar nada. Tem vezes que consigo, foi o caso desse filme. E novamente a estranheza dos acontecimentos e o desenrolar da história sem dar spoiler desnecessário entregando um “vilão” deliciosamente bom.
E finalmente “Pobres criaturas”, foi aqui que descobri consientemente que era desse diretor todos esses filmes. E faz um tempo que eu queria dar atenção a essa produção. E confesso, eu estava com uma preguiça de ver a Emma Stone num papel que me pareceria uma nova “Nell”, filme de 1994 com a Jodie Foster e o Liam Nieeson de caráter duvidoso para os padrões de hoje. E já falei que tinha a Emma Stone? Acho que sim e já entenderam também. E se tem uma coisa que eu adoro, mesmo, é morder minha língua, ser surpreendido, não esperar nada e receber tudo e mais um pouco. E como esse filme é bom. Estranho, cheio de metáforas e filosofia, clichês que desdobram para outros rumos, uma certa diversidade e profundidade que um americano não consegue delinear em seus filmes. Tem um momento que a personagem vai para Portugal e, além das peripécias, se encanta com uma mulher que está cantando Fado. Americano mal sabe o que é Portugal... E para nossa felicidade Yorgos Lanthimos não é americano, nem inglês, é grego. E sair um pouco dessa colonização cultural anglo-saxã, mesmo que volte para para outro lado da europa é um respiro gostoso. Ainda achei que a mulher é objetificada e para conquistar sua liberdade, no filme ela passa pela prostituição. E lembro que o filme é baseado na obra de mesmo nome de Alasdair Grey. E o que queria mais falar, e já finalizar o texto pois está longo demais: a Emma Stone está muito boa no papel de Bella Baxter. Na verdade, dos principais, todos mandam muito bem. A direção do Yorgos deu a estranheza e acentouou na medida emoção e falta de emoção, o cenário impecável e o figurino lindo de viver... Apesar de estar um tanto atrasado com os filmes eu só lembro que não vivo disso e não tenho nem ajda no meu pix, que por sinal está abaixo para doações. Por enquanto mantenho esse formato. Precisando monetizar logo e melhor para não ter que apelar para o OnlyFans e passar vergonha miseravelmente.



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